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1. CHAPTER 1: PARALLEL BIOME HYPOTHESIS (CAPÍTULO 1: HIPÓTESE DE BIOMA PARALELO) - um possível primeiro capítulo:

Os ditos “primeiros capítulos” são sempre os primeiros.

Os primeiros a não saberem; os primeiros a eventualmente se perguntarem de sua utilidade e consistência “primeira”; os primeiros a indagarem-se de sua prévia e provável destino, de onde vêm e por onde hão de possivelmente repercutir; os primeiros a perderem de vista as demarcações de sua chegada e saída, a terem sua suposta inteireza posta em dúvida…

Numa lógica linear e causal de apreensão do tempo, os primeiros regozijam-se de sua condição “prima”, de sua responsabilidade introdutória e importância precursora, bem como da sequência de acontecimentos — tão atraentes quanto repelentes — os quais canalizam e embalam para serem secretados aos quatro ventos, rumo ao intentado infinito, à ritmo da espiral viciada do progresso. Contudo, ainda que nossas existências sigam asfixiadas por essa lógica, impelidas a redimensionarem-se de acordo com os desígnios de tal métrica demasiado previsível e homogeneizante — a dos ponteiros e engrenagens, passando por ferrovias, rodovias, aeroportos, malhas infra-finas de cabos submarinos, linhas de código binárias, sensores de calor, chegando ao scroll incessante das touch-screens, “datificação” das relações, colapso político-econômico-ambiental —, há muito se articula, urgentemente, para que nossas possíveis histórias e outras aspiráveis (contra)narrativas de alguma maneira chacoalhem cada vez mais impetuosamente tal geometrização tão violenta e dura de nossas contingências, de angulações tão rígidas e pouco afeitas às nossas múltiplas falhas de sentido, contradições, mutações diversas e, acima de tudo, avessas àquilo que teima por remanescer incomputável.

A delimitação “primeiro” sempre requer um critério, uma convenção, uma ficção que determine e inscreva esse ponto “1” em meio às intempéries do espaço e tempo redemoinhes, com alguma frequência, disposta a meio caminho, imprescindindo, assim, tanto de um antes (A) quanto de um depois (C). Mas de que antes (A) e de que depois (C)? Antes (A) e depois (C) fazem alguma diferença quando se está prese em loop de automatismos tecnolinguísticos? Agora, agora mesmo, se pudéssemos mergulhar incessantemente, tanto em escala macro quanto microscópica, tanto na direção interestelar quanto vastidão intracelular, por certo não conseguiríamos alcançar um extremo, uma unidade de medida ínfima, cume de nossas incursões — e, em verdade, nem é necessário nos desprendermos do chão para nos perdermos nessa viagem sem fim. Estamos sempre a meio caminho de. A meio caminho de que/do que/de quem? Na iminência de que?

Nessa partitura rocambolesca, tão iminente quanto a repetição é a transicionalidade, uma força insurgente, irrompendo à revelia do loop de “ficções ruins” e opressoras com as quais nos encontramos implicades; um defeito, uma inconformidade inscrita na própria mecânica da repetição e do hábito, um erro incalculável, sempre prestes a implodi-la. Como disse a pensadora estadunidense Mckenzie Wark — em um palestra realizada para a  Bienal de Arte Contemporânea de Riga (Letônia) —, a respeito de nosso tempo propício à disseminação eficiente e proliferante de notícias falsas/fake-news, pós-verdade, precisamos pensar em modos mais interessantes e complexos de imbricarmos o que chamamos de fatos e ficções, e que o problema não residiria no ato de ficcionar narrativas em si — já vivemos uma ficção —, mas em como o fazemos e como possivelmente escaparmos da recorrência de ficcionar “ficções ruins”. Como desregular essa máquina em loop de “ficções ruins”? Não há resposta pronta, decerto uma única, mas talvez possamos intuir coletivamente algumas entre tantas pistas.

Tal qual os “primeiros capítulos”, talvez pudéssemos experimentar, em primeiro lugar, valermo-nos do benefício da dúvida e nos engajarmos com a criação de práticas que nos possibilitem estranhar cada vez mais agudamente as unidades de medida, as coordenadas assentadas — e autocentradas — que há muito nos são imputadas e informam a fabricação de nossas realidades, de nossos corpos e limites, de nosso arcabouço imaginativo, e partir das quais também se demarca uma distinção hierarquizante grosseira entre humano e não humano, inteligência (humana) e o não racional (incomputável). Se o mundo com o qual lidamos e o qual corroboramos em coletividade é um mundo simbólico, de representações/esquemas mentais e processos/operações baseadas nessas formas simbólicas, essa é apenas uma das muitas formas de inteligência a se tecerem no decurso evolutivo da vida, apenas uma entre tantas outras — com frequência a nós incalculáveis. Talvez pudéssemos experimentar construir coletivamente unidades desmedidas, insubordinadas, dar vazão a outras formas e fontes de capitulação e notação, espiraladas, recursivas, que não somente incluam mas se reconheçam parte das formas incalculáveis, incomputáveis de vida; outras formas de capitulação que não são primeiras ou últimas, mas parte maior de uma eclosões descentrada, que ebulem de tempos em tempos em águas paradas e profundas.

Nesse sentido, mais interessante seria pensar a demarcação/capitulação “1” como um disparador, 1 provocador, 1 disseminador coletivo, entre muitos outros. 1 semente entre muitas. É nesse âmbito que o coletivo S.E.E.D. (Singularidade Experimental e Especulativa em Devaneio/Singular and Experimental Entanglement in Derivation) inscreve seus esforços de criação, especulação e chamamento coletivo, tal qual a forma inteligente “semente”, entre muitas outras, provisoriamente embrenhando-se em solos precários, devastados, mas sonhando e agitando-se com cede de tecer relações à distância com outras formas de criação insurgentes, escavar saídas para biomas paralelos e transversais, biomas menos rarefeitos à vida. Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis (Capítulo 1: Hipótese de Bioma Paralelo) é um manejo de recursos, desejos e esforços nessa direção.



2. GUIA EXPOSITIVO

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis (Capítulo 1: Hipótese de Bioma Paralelo) trata-se de uma experiência expositiva coletiva curada pelo grupo S.E.E.D., contemplada pelo Creative Grants Program de 2023, oferecido pelo grupo Refraction DAO.

A proposta confunde-se com o início da movimentação do coletivo e começa a delinear-se há cerca de 1 ano e meio, instigada pela ideia de criação de um sistema biotecnológico: a hibridização de 1. ser/tecnologia-árvore com a 2. tecnologia-máquina, conjugadas em um mesmo corpo. Uma interface de encontro que prenuncia os desejos e indagações que nutrem essa experiência de trabalho e exposição coletiva, levando-nos a questionar as nossas noções assentadas acerca do que entendemos por tecnologia, das formas como estabelecemos vínculos com ela e com os diversos mundos de seres/sistemas vivos, bem como nos levando a pensar como ela imbrica orgânico e inorgânico na fabricação de nossos corpos e outras corporalidades vivas.

A experiência conta com a participação de cerca de 60 artistas e criadories, com ênfase em projetos/pesquisas vivenciadas sobretudo no Sul Global, expostas presencialmente na cidade de São Paulo, no espaço Galpão Cru. Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis, essa tentativa/convite ao exercício especulativo de como possivelmente integrar um bioma paralelo, para além do dado e corroborado, desenrola-se, portanto, a partir da construção desse sistema tecnodiverso e quimérico “Árvore+Máquina”, ancorado no centro de nossas questões e do espaço expositivo, desembocando suas raízes e seivas por 5 ambientações que configuram o percurso da exposição e as quais es artistas/criadores participantes compõem com seus trabalhos e inquietações particulares, propondo-nos algumas pistas de como sustentar tal jogo especulativo.

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis não concebe a tecnologia como "o Outro", mas como parte íntima do que somos. Formas de vida e sistemas são tecnologias em si mesmas, sejam máquinas, florestas, inteligência artificial, cérebros biológicos, linguagem humana ou DNA/RNA de vírus. Todos esses domínios/mundos/sistemas vivos estão acoplados em uma conversa constante, quer percebamos ou não. A maneira como essa conversa é moldada corrobora o mundo em que vivemos, política, econômica, social e afetivamente. Como estamos conversando com esses mundos? Como estamos criando mundos com eles? Quais biomas paralelos estamos corroborando ativamente?


2.1 AMBIENTAÇÕES DE CHAPTER 1: PARALELL BIOME HYPOTHESIS:

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis (Capítulo 1: Hipótese de Bioma Paralelo) é uma experiência expositiva que se desdobra a partir de 5 ambientes. Cada um desses ambientes constitui um momento da experiência e abrange uma determinada especificidade de propostas de trabalho e criação. A curadoria des artistas/criadories aconteceu de acordo com o repertório de trabalho de cada participante, de maneira a provocar cada ume e seus interesses de criação em relação às questões presentes em cada uma dessas ambiências. Abaixo, disponibilizamos links os quais todes podem acessar para descobrir mais a respeito desses espaços, as ideias seminais de cada, como nós os imaginamos/idealizamos espacialmente e es artistas/criadories com seus respectivos trabalhos, a partir das quais cada um desses espaços se cria.




3. FICHA TÉCNICA:

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis é um projeto de experiência expositiva coletiva proposto pelo grupo S.E.E.D., contemplado pelo Creative Grants programme de 2023 da Refraction DAO. Gestacionado por cerca de 1 ano, a exposição foi realizada em 05/08/2023, na cidade de São Paulo, no espaço Galpão CRU (R. Cruzeiro, 802, Barra Funda, São Paulo, Brasil).



Coletivo S.E.E.D:

100porcent_genuine (100%)

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras

Gabriel KÖI

Lucas Silva (TiiLma, 3)

nasrezine

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



CHAPTER 1: PARALLEL BIOME HYPOTHESIS


ARTISTAS

.·:*¨༺ 𝒔𝒂𝒅𝒈𝒊𝒓𝒍 ༻¨*:·

4nd7ro

Alfacenttauri

Anonimia

André Oliveira Cebola

Arthur Palhano

Aun Helden

Babi Mello

babyGmimo

Caio Alvarez

Caique Santos

Camila Felícitas

Chiu Yi Chih

Cyshimi

Daniel Lobo

Muhammad

Denu

Elbi

El Pelele

Enco

Estelle Flores

Felipe Carnaúba

Felipe Vasconcelos

Flavya

Flávia Goa (Fly)

Formless

Gustavo Milward

Hypereikon

Ikaro Cavalcante (occulted)

Jean Petra

João Fujioka

jotta.rs

Julio Santa Cecília

jvvllyy

L3V1 AT4

Leandra Lambert

Lcuas Pires

Letrícia

Luccas Morais

Marcelo Pinel

Mônica Coster

Myujii

Nagual 555

Nome Morto

Pontes

Priscila Nassar

Romero Fritto e Pedro Garcia

Ronda

Sabato

Sky Goodman

Tais Koshino

Taticocteau

The Innernettes

uba

Vidal Herrera

Vix Palhano

wishperhart

Wonguinho + BYA

xpQzL



HIVEMIND_DAO:

4chan puella

agniis

Andi Garcia

Janice Mascarenhas

L444u

Leonidas Valdez

Moeshiit

murakit

natcatlover

Nickelly Garbage

Ygor Alves



S.E.E.D.:

100porcent_genuine (100%)

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras

Gabriel Köi

Lucas Silva (TiilLma, 3)

Nasrezine

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



REALIZAÇÃO:

Coletivo S.E.E.D.



PARCERIA E INCENTIVO:

REFRACTION DAO



PRODUÇÃO:

Sabrina Moutran

Coletivo S.E.E.D.



CONCEPÇÃO E DIREÇÃO CRIATIVA GERAL:

Coletivo S.E.E.D.



CURADORIA:

Coletivo S.E.E.D.



EXPOGRAFIA:

Coletivo S.E.E.D.



COMUNICAÇÃO:

Daniel Junqueira

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



SITE (PROGRAMAÇÃO):

nasrezine



CATALOGAÇÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS:

Daniel Junqueira

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro



CONTABILIDADE:

Gabriel KÖI

Raiana Moraes



_IDENTIDADE VISUAL_



PROJETO GRÁFICO:

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras



MOTION DESIGN:

Lucas Silva



EDIÇÃO DE VÍDEO:

Gabriel KÖI



_GUIA EXPOSITIVO_



ROTEIRO:

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro



TEXTOS DE APRESENTAÇÃO:

Rodrigus Pinheiro



TEXTOS PARA OS 5 AMBIENTES:

Coletivo S.E.E.D.



REVISÃO DE TEXTO:

Daniel Junqueira

Rodrigus Pinheiro



DIAGRAMAÇÃO:

Daniel Junqueira



_REGISTROS DE IMAGEM E AUDIOVISUAL_



FOTOGRÁFICO:

Lucas Cavallini

Vendra

Coletivo S.E.E.D.



VÍDEO:

Coletivo S.E.E.D.



EDIÇÃO E TRATAMENTO DE IMAGEM:

Coletivo S.E.E.D.



ROTEIRO PARA REGISTRO DOCUMENTAL:

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro





4. AGRADECIMENTOS:

O coletivo S.E.E.D. gostaria de calorosamente agradecer a todes es envolvides na realização deste projeto: a todes es integrantes que compõem o coletivo e trabalharam incessantemente, desde a concepção inicial à materialização do evento; a todes es artistas/criadories que aceitaram o convite e se propuseram a enviar/realizar trabalhos e a construir essa experiência coletivamente conosco; ao apoio e financiamento da Refraction DAO; a todes que compareceram e contribuíram para o acontecimento de “Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis”.

Agradecemos a todes.

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1. CHAPTER 1: PARALLEL BIOME HYPOTHESIS - A POSSIBLE FIRST CHAPTER

The so-called "first chapters" are always the first. The first ones to not know; the first ones to eventually wonder about their "first" usefulness and consistency; the first ones to inquire about their previous and probable fate, where they come from, and through which avenues they may possibly reverberate; the first ones to lose sight of the demarcations of their arrival and departure, to have their supposed entirety questioned…

In a linear and causal logic of apprehending time, the “first ones” revel in their "primordial" condition, in their introductory responsibility and pioneering importance, as well as the sequence of events — as attractive as they are repellent — that they channel and cradle to be scattered to the four winds, toward the sought-after infinity, to the rhythm of the vicious spiral of progress. However, even though our existences are asphyxiated by this logic, impelled to resize themselves according to the dictates of such a predictably homogenizing metric — one of clock hands and gears, passing through railways, highways, airports, ultra-fine submarine cable networks, lines of binary code, heat sensors, leading to the incessant scroll of touch screens, "datification" of relationships, political-economic-environmental collapse — there has long been an urgent articulation for our possible histories and other aspirational (counter)narratives to somehow shake ever more impetuously this violent and harsh geometrization of our contingencies, of angles so rigid and little suited to our multiple failures of meaning, contradictions, diverse mutations, and, above all, adverse to that which stubbornly remains incomputable.

The designation "first" always requires a criterion, a convention, a fiction that determines and inscribes this point "1" amidst the whirlwinds of space and time, often situated midway, thus depending on both a before (A) and an after (C). But what before (A) and what after (C)? Do before (A) and after (C) make any difference when one is trapped in a loop of technolinguistic automatisms?Now, right now, if we could dive incessantly, both on a macro and microscopic scale, both in the interstellar direction and intracellular vastness, we certainly would not be able to reach an extreme, an infinitesimal unit of measurement, the summit of our incursions — and, in truth, there is no need to detach ourselves from the ground to get lost in this endless journey. We are always midway to. Midway to what/from what/from whom? On the brink of what?

In this rocambolesque score, as imminent as repetition is transience, an insurgent force, bursting forth against the loop of "bad" and oppressive fictions with which we find ourselves implicated; a defect, an inconformity inscribed in the very mechanics of repetition and habit, an incalculable error, always ready to implode it. As the thinker Mckenzie Wark said — in a lecture held for the Contemporary Art Biennial of Riga (Latvia) — regarding our time, favorable to the efficient and proliferating dissemination of fake news, post-truth, we need to think about more interesting and complex ways of intertwining what we call facts and fictions, and that the problem does not lie in the act of fictionalizing narratives itself — we already live in a fiction — but in how we do it and how we possibly escape the recurrence of fictionalizing "bad fictions." How do we deregulate this machine stuck in a loop of "bad fictions"? There is no ready answer, certainly not a single one, but perhaps we can collectively sense some among many clues.

Just like the "first chapters," perhaps we could experiment, first and foremost, with the benefit of doubt and engage in the creation of practices that allow us to increasingly estrange the units of measurement, the settled — and self-centered — coordinates that have long been imputed to us and inform the manufacture of our realities, our bodies and limits, our imaginative framework, and from which a crude hierarchical distinction between human and non-human, intelligence (human) and the non-rational (incomputable) is also delineated. If the world we deal with and collectively corroborate is a symbolic world, of representations/mental schemas and processes/operations based on these symbolic forms, this is just one of the many forms of intelligence that are woven into the evolutionary course of life, just one among many others — often incalculable to us. Perhaps we could experiment with collectively constructing immeasurable, insubordinate units, giving vent to other forms and sources of capitulation and notation, spiraled, recursive, that not only include but also recognize themselves as part of the incalculable, incomputable forms of life; other forms of capitulation that are not first or last but rather a larger part of a decentralized outburst that occasionally ebbs in still and deep waters. In this sense, it would be more interesting to think of the "1" delimitation/capitulation as a trigger, 1 provocateur, 1 collective disseminator, among many others. 1 seed among many. It is within this scope that the collective S.E.E.D. (Singular and Experimental Entanglement in Derivation) inscribes its efforts of creation, speculation, and collective summoning, much like the intelligent form "seed," among many others, provisionally venturing into precarious, devastated soils but dreaming and agitating with a thirst to weave distant relations with other insurgent forms of creation, to dig out exits to parallel and transversal biomes, biomes less sparse to life. Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis is a management of resources, desires, and efforts in this direction.



2. EXHIBITION GUIDE

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis is an expository collective experience curated by the S.E.E.D.group. The proposal intertwines with the collective's beginning and has been taking shape for about a year and a half, sparked by the idea of creating a biotechnological system: the hybridization of 1. being/tree-technology with 2. machine-technology within a single body. An interface of encounter that foreshadows the desires and inquiries nurturing this collective work and exhibition, leading us to question our established notions of technology, how we establish connections with it and the diverse worlds of living beings/systems, as well as prompting us to ponder on how it interlaces organic and inorganic elements in the making of our bodies and other living corporealities.

The experience involves the participation of around 60 artists and creators, with a focus on projects/research primarily experienced in the Global South, exhibited in person in São Paulo, at the Galpão Cru space. Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis, this attempt/invitation to a speculative exercise on possibly integrating a parallel biome, beyond the given and validated, unfolds, therefore, from the construction of this technodiverse and chimeric system "Tree+Machine”, anchored at the core of our questions and the exhibition space, extending its roots and sap through 5 environments that configure the exhibition's path, which the participating artists/creators compose with their works and individual concerns, offering us some clues on how to sustain such a speculative game.

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis does not conceive technology as "the Other," but as an intimate part of what we are. Forms of life and systems are technologies in themselves, whether machines, forests, artificial intelligence, biological brains, human language, or virus DNA/RNA. All these domains/worlds/living systems are interconnected in an ongoing conversation, whether we perceive it or not. The way this conversation is shaped reinforces the world we live in, politically, economically, socially, and affectively. How are we conversing with these worlds? How are we creating worlds with them? Which parallel biomes are we actively corroborating?


2.1 ENVIRONMENTS OF CHAPTER 1: PARALLEL BIOME HYPOTHESIS

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis is an exhibition experience that unfolds through 5 environments. Each of these environments constitutes a moment of the experience and encompasses a specific set of proposals for work and creation. The curation of artists/creators was done based on each participant's body of work, aiming to provoke each individual and their creative interests in relation to the themes present in each of these environments. Below, we provide links that everyone can access to discover more about these spaces, their seminal ideas, how we spatially envision them, and the artists/creators with their respective works that bring each of these spaces to life.




3. CREW

Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis is a collective exhibition experience project proposed by the S.E.E.D. group, funded by the Creative Grants Program of Refraction DAO in 2023. Conceived over approximately 1 year, the exhibition took place on August 5th, 2023, in the city of São Paulo, at Galpão CRU (R. Cruzeiro, 802, Barra Funda, São Paulo, Brazil).



S.E.E.D Collective:

100porcent_genuine (100%)

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras

Gabriel KÖI

Lucas Silva (TiiLma, 3)

nasrezine

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



CHAPTER 1: PARALLEL BIOME HYPOTHESIS


ARTISTS

.·:*¨༺ 𝒔𝒂𝒅𝒈𝒊𝒓𝒍 ༻¨*:·

4nd7ro

Alfacenttauri

Anonimia

André Oliveira Cebola

Arthur Palhano

Aun Helden

Babi Mello

babyGmimo

Caio Alvarez

Caique Santos

Camila Felícitas

Chiu Yi Chih

Cyshimi

Daniel Lobo

Muhammad

Denu

Elbi

El Pelele

Enco

Estelle Flores

Felipe Carnaúba

Felipe Vasconcelos

Flavya

Flávia Goa (Fly)

Formless

Gustavo Milward

Hypereikon

Ikaro Cavalcante (occulted)

Jean Petra

João Fujioka

jotta.rs

Julio Santa Cecília

jvvllyy

L3V1 AT4

Leandra Lambert

Lcuas Pires

Letrícia

Luccas Morais

Marcelo Pinel

Mônica Coster

Myujii

Nagual 555

Nome Morto

Pontes

Priscila Nassar

Romero Fritto e Pedro Garcia

Ronda

Sabato

Sky Goodman

Tais Koshino

Taticocteau

The Innernettes

uba

Vidal Herrera

Vix Palhano

wishperhart

Wonguinho + BYA

xpQzL



HIVEMIND_DAO:

4chan puella

agniis

Andi Garcia

Janice Mascarenhas

L444u

Leonidas Valdez

Moeshiit

murakit

natcatlover

Nickelly Garbage

Ygor Alves



S.E.E.D.:

100porcent_genuine (100%)

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras

Gabriel Köi

Lucas Silva (TiilLma, 3)

Nasrezine

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



PRESENTED BY:

Coletivo S.E.E.D.



PARTNER AND SUPPORT:

REFRACTION DAO



PRODUCTION:

Sabrina Moutran

Coletivo S.E.E.D.



CREATION AND GENERAL ARTISTIC DIRECTION:

Coletivo S.E.E.D.



CURATORSHIP:

Coletivo S.E.E.D.



EXPOGRAPHY:

Coletivo S.E.E.D.



COMMUNICATION TEAM / SOCIAL NETWORK:

Daniel Junqueira

Raiana Moraes

Rodrigus Pinheiro



WEBSITE DEVELOPER:

nasrezine



DIGITAL ARCHIVING AND CATALOGING TEAM:

Daniel Junqueira

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro



ACCOUNTING:

Gabriel KÖI

Raiana Moraes



_VISUAL IDENTITY_



GRAPHIC DESIGN:

Daniel Junqueira

Felipe Filgueiras



ANIMATION AND EFFECTS:

Lucas Silva



VIDEO EDITOR:

Gabriel KÖI



_EXHIBITION GUIDE_



SCRIPT:

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro



PRESENTATION TEXTS:

Rodrigus Pinheiro



TEXTS FOR THE 5 ENVIRONMENTS:

Coletivo S.E.E.D.



COPYDESK:

Daniel Junqueira

Rodrigus Pinheiro



LAYOUT:

Daniel Junqueira



_IMAGE AND AUDIOVISUAL DOCUMENTATION_



PHOHOTOGRAPHER:

Lucas Cavallini

Vendra

Coletivo S.E.E.D.



VIDEO PRODUCTION TEAM:

Coletivo S.E.E.D.



IMAGE EDITING AND RETOUCHING:

Coletivo S.E.E.D.



SCRIPT:

Gabriel KÖI

Rodrigus Pinheiro





4. AKNOWLEDGEMENTS:

The S.E.E.D. collective would like to warmly thank everyone involved in making this project a reality: all the members who tirelessly worked from the initial conception to the materialization of the event; all the artists who accepted the invitation and submitted/created artworks, building this experience collectively with us; the support and funding from Refraction DAO; and everyone who attended and contributed to the realization of "Chapter 1: Parallel Biome Hypothesis".

We extend our gratitude to everyone.

S.E.E.D.